Aprender a dançar Kizomba

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Como se dança
A primeira sequência consiste apenas em avançar dois passos e mais um apoio. Esquerda, direita e outra vez esquerda. Ainda sem ritmo no corpo, lá se vão cumprindo com as instruções dadas.
E como isto é a dois, o par fica de mão dada, “bem agarradinhos” como o professor gosta de frisar.
É sem maldade, mas têm de estar grudados, até porque há toda uma sequência de passes, rotações e movimentos que implicam que o homem toque com a sua anca no ventre da mulher, de modo a conduzi-la na dança, facilitando o efeito de rotação. No fundo, para as mudanças de direcção a anca serve de pivôt de apoio.
Segundo os cânones da Kizomba, cabe ao homem guiar a sua parceira. Não se trata de nenhuma concepção machista, mas é assim que a coisa funciona. Porém, em workshops como este, com participantes de nível iniciado, é possível até que um homem encontre uma mulher que dance bastante melhor e então, diz o bom senso para se deixar levar. Mas para todos os efeitos, o verdadeiro artista tem de orientar o seu par.
A melhor forma de dançar kizomba é fazê-lo de um modo descontraído. Frente a frente, ambos colocam os braços em posição. O homem, segura a sua companheira com a mão direita pousada sobre a espinha dorsal, ligeiramente acima das ancas. A mão esquerda, fica estendida para o lado e segura na mão direita da mulher, que por sua vez coloca a sua mão esquerda fechada em cima do ombro do homem.
No início parece complicado, mas não, é fácil. O segredo está em descontrair. E, quanto mais evoluídos forem os executantes, mais estética e bela se torna esta coreografia. De vez em quando, o professor dá o ar da sua graça, escolhendo aleatoriamente qualquer aluna que arrasta com leveza pelo salão.
É deveras interessante observar como se comporta a mesma pessoa que há instantes não conseguia executar uma dada sequência, mas que, junta com o professor, dá passadas de verdade. Nem parece a mesma. Afinal, confirma-se na pratica que é fundamental que o homem saiba levar a sua companheira, e quando assim o é, aí, o cantar é outro. As feministas que nos perdoem, porém estas são as regras do jogo.
As principais sequências que aprendemos ao longo destas aulas são, 1,2,3 para a frente e para trás. Depois vem o quadrado, quando avançamos para a frente e saímos para trás e para o lado simultaneamente. Nesta passada, a perna esquerda do homem cruza-se atrás da direita e, a perna direita da mulher também, mas para a frente. E neste preciso momento, as duas ancas roçam-se lateralmente, para depois, voltarem a encaixar frontalmente.
E este movimento sensual quando duplamente repetido, acaba por descrever um quadrado, voltando o par à posição inicial de partida na pista.
Por fim, aprende-se a esquivar para o lado, dando dois passinhos laterais, fazendo o pé direito uma espécie de compasso de espera. Tal como num jogo de xadrez, já aprendemos a teoria da movimentação das peças, agora temos de ser mais pragmáticos e dar vida ao jogo, ou seja, ao corpo.
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